Tipos de Máscaras

Alunos da professora Cilene Lachi

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Máscara africana da Costa do Marfim.

Principais funções de uma máscara:

  • disfarce;
  • símbolo de identificação;
  • esconder a sua identidade;
  • transfiguração;
  • representação de espíritos da natureza, deuses, antepassados, seres sobrenaturais ou rosto de animais;
  • participação em rituais (muitas vezes presente, porém sem utilização prática);
  • interação com dança ou movimento;
  • fundamental nas religiões animalistas;
  • mero adereço.

 

Símbolos

Ás vezes a máscara deixa de ser um mero adereço e passa a se tornar um símbolo de caráter enganoso. Vemos isso nas histórias em quadrinhos a máscara não esconde somente a identidade, mas transforma a vida de quem a possui. Os super-hérois colocam as máscaras e se transformam naquilo que não são na frente dos outros.

 

Grécia

As máscaras aparecem durante as festividades de Dionísio (Deus do vinho). Nessas festas todos bebiam, cantavam, dançavam e usavam máscaras, feitas de folha de parreira, por acreditar que Dionísio estaria presente entre as pessoas.

No latin, a palavra que designa máscara é persona, usada para definir as qualidades do ser representado. Tal é a origem da palavra pessoa, como usamos atualmente. Com as máscaras, nos transformamos em outra pessoa, adquirimos uma nova personalidade, apta a enfrentar qualquer realidade. Não raro usamos máscaras invisíveis, quase imperceptíveis, que nos ajudam a enfrentar as mais diversas situações. Entretanto não são sempre imaginárias, as máscaras são também reais e palpáveis, desde as épocas mais remotas da história da humanidade. Pode-se dizer que as máscaras representam uma espécie de mediação entre os homens e o mundo invisível. São uma expressão da fé na existência de entidades sobrenaturais. Pelo menos, assim é visto este objeto em várias culturas.

 

Pré-história

Usar uma máscara, portanto, significa deixar de lado uma personalidade cotidiana para assumir as qualidades do ser que ela representa. Esta descoberta deve-se ao homem primitivo e ficou gravada nas paredes das cavernas da Idade da Pedra. O mais antigo registro do uso de máscara que se tem notícia foi deixado nas paredes da caverna de Lascaux, na França, mostrando caçadores mascarados com cabeças de animais. Era uma forma de o homem adquirir as forças destes animais e assim garantir o sucesso da caça.

Caverna de Lascaux – uma das mais importantes canernas decoradas do período Paleolítico, possivelmente habitada desde 15 mil anos antes da nossa era. Fica em Montignac, na França, e foi descoberta em 1940, posteriormente fechada ao público a partir de 1963, com o propósito de se preservar as pinturas. Suas paredes são ricamente decoradas com figuras de cavalos, cervos, cabras, felinos e outros animais, cuja simbologia é desconhecida.

Egito

Mesmo com a evolução do homem, as máscaras continuaram presentes em praticamente todas as civilizações. Em algumas culturas, sua provável origem está na pintura corporal feita em rituais primitivos. Esta conotação mágico-religiosa apareceu no Egito, onde se faziam máscaras para colocar no rosto dos mortos para auxiliá-los na arriscada passagem para a vida eterna que eles acreditavam existir. Eram também usadas em situações que exigiam mais que simples habilidades humanas, como para propiciar a cura de doenças e evitar o perigo de acidentes.

 

Grécia e Roma

 

O uso das máscaras nem sempre teve conotação mágica, pelo contrário, esses objetos tiveram função protetora em algumas civilizações, como a grega e a romana. Entre os anos de 700 e 675 a.C., o exército grego era bem equipado com capacetes com máscaras protetoras. O exército romano também os utilizava nas batalhas e ainda havia máscaras especiais para desfiles. Durante 650 anos, em todo o Império Romano, os gladiadores fizeram uso destes capacetes nos circos romanos para encenar com feras para o público.

No Teatro

Na arte de representar, as máscaras foram largamente aproveitadas. Os gregos foram os primeiros a usar máscaras no teatro. Elas identificavam o personagem em cena, definindo inclusive seu caráter e sentimentos. Tanto é que a palavra hipócrita vem do grego: hypokrités, que significa ator, ou seja, a pessoa que tem várias faces por causa do uso constante de máscaras. Algumas delas tinham características de deuses, semi-deuses, reis e heróis das tragédias. Eram confeccionadas em barro, madeira, cortiça e adornadas com pinturas e cabeleiras. No séc. V a.C., elas foram aperfeiçoadas e sua execução passou a ser confiada a escultores. Não se buscava apenas a aparência e a expressividade, mas também o recurso técnico de ampliar a voz do ator, como se fosse um megafone, para que se pudesse fazer ouvir por todo o anfiteatro. Isto era possível graças a uma abertura exagerada dos lábios da máscara ou com a colocação de lâminas de metal no seu interior, próximo à boca. Este mesmo tipo de máscara foi usado no teatro romano, que surgiu no séc III a.C. por influência grega.

 

Confecção

Na verdade, as máscaras demoraram para ser introduzidas no teatro latino. A princípio, os atores pintavam o rosto quando interpretavam papéis femininos. As primeiras máscaras romanas eram adornadas com peruca provida de mola e orifícios no lugar dos olhos; usavam-se materiais diversos, como casca de árvore, madeira, terracota, bronze e couro forrado com pano. Seu tamanho era proporcional ao anfiteatro, para que pudessem ser vistas por todos. Tanto na tragédia quanto na comédia ou na sátira, elas deveriam ser inteligíveis ao público para que cumprissem sua função de representar. Ainda assim, não era raro que durante as apresentações os atores as retirassem por exigência da platéia, que queria conferir sua real expressão fisionômica.


Outras funções

Além de terem sido bastante usadas nas encenações, muitos artistas as imortalizaram em esculturas e pinturas de vasos de cerâmica usados na decoração. Tanto os gregos quanto os romanos usavam máscaras em cerimônias religiosas, como nos enterros. Mais tarde, na China e sudeste da Ásia, as máscaras de dragão foram usadas para afastar os maus espíritos, bem como na Áustria e Suiça, onde máscaras com esta função tinham aspecto bem grotesco. Passado muito tempo de uso de máscaras em diversas civilizações, com os mais diferentes propósitos, a Idade Média marcou seu desaparecimento quase por completo, conservando-se o uso apenas em festas religiosas.

 

O Renascimento de uma arte

 

 

Seu ressurgimento deu-se na Renascença, quando voltou ao teatro com a redescoberta da comédia. Na Itália, os personagens estereotipados da comédia latina transformaram-se em tipos nacionais e provincianos da Commedia dell’Arte, surgida na Sicília, que arrasava as aspirações mais nobres do homem de ascender a um mundo melhor. A comédia mostrava assim a faceta ridícula de tudo o que era institucionalizado e admirado, inclusive criticando os poderosos através da caricatura. Por isso as máscaras da Commedia dell’Arte, ao contrário do teatro clássico, apesar de serem muito intensas, não remetiam a uma expressão em particular, estavam sujeitas a interpretações diversas. Fundamental então era o trabalho corporal do ator, como se fosse um suplemento para a máscara, expressando o que ela por vezes não podia.

 

Personagens

 

 

Muitas destas máscaras eram feitas em couro fino, costuradas na roupa branca, sendo as mais conhecidas as dos personagens Pierrot, Colombina, Pulcinela e Arlequim. A Commedia dell’Arte inspirou o carnaval de Veneza, na Itália, que incorporou as máscaras, agora cobrindo apenas metade do rosto, deixando à mostra a expressão da boca. Algumas foram simplificadas a uma singela faixa de veludo, em geral, negra. Estas máscaras primavam pela delicadeza e eram inspiradas nos personagens da comédia. Em Veneza e até em Florença, as máscaras passaram a ser peça de indumentária feminina, como forte elemento de sedução. Até hoje a produção de máscaras em Veneza é tradicional e lucrativa.

 

As máscaras no Brasil

 

Estas máscaras de carnaval chegaram ao Brasil no século XIX, encarregadas de expressar mitos, crítica social, ironia em relação às dificuldades cotidianas, enfim, desejos do imaginário. Estas máscaras de cunho artístico encontraram no Brasil outras de caráter ritualístico, mágico-religio, introduzidas pelos cultos africanos. As máscaras da África não traduziam a emoção do indivíduo; não era o retrato do homem que teme, que combate, que morre, mas era, sim, o próprio temor, a guerra, a morte. As máscaras usadas em rituais primavam pela intensa expressividade e serviam como mediação entre a esfera sobrenatural e a natural. Estas só podiam ser produzidas com autorização do chefe religioso por um escultor iniciado na magia e que antes submetia-se a um rito de purificação. Nem todas as madeiras eram utilizadas em razão das qualidades negativas atribuídas a determinadas plantas, nas quais habitariam os espíritos malignos, o que comprometeria a eficácia da máscara. Estas crenças chegaram ao Brasil através dos escravos e serviam para garantir a adaptação do indivíduo à comunidade.

 

 

As máscaras dos índios

Havia também as máscaras usadas pelos índios nas cerimônias de iniciação, culto à fertilidade e outras manifestações religiosas. Algumas representavam animais e forças da natureza, como raios, chuvas e trovões. A confecção destas máscaras era de caráter coletivo. O material usado, como cascas de árvores, resina e até madeira, eram considerados sagrados.

O Folclore e o homem de hoje

Atualmente o folclore em geral por vezes resgata um pouco todas estas máscaras para caracterizar personagens e relembrar a história de uma comunidade. O folclore brasileiro, movimentado e plástico, utiliza as máscaras justamente para manter tradições; é uma espécie de memória histórica, que garante ainda o exercício da fantasia. O teatro também tem recriado as máscaras cada vez com mais freqüência. Para o homem de hoje, as máscaras deixaram de ter um sentido puramente mágico para assumir uma função de disfarce psicológico, possibilitando o anonimato, ou seja, é como se ele pudesse esconder sua verdadeira face e adquirir total liberdade em um mundo tão complexo.

As mais antigas, criadas em Muromati, eram verdadeiras obras-primas; esculpidas em madeira, recebiam a pintura de rostos de jovens e mulheres de expressão neutra, enriquecidas por recursos sutis. Um deles era a diferença entre os dois lados do rosto_ quando o protagonista sofria um conflito, o público via a face direita entristecida; assim que este era resolvido, a face esquerda, alegre, era mostrada aos espectadores. Se o ator olhasse para baixo, os lábios da máscara pareciam cerrados, indicando melancolia; olhando para cima, os lábios ficavam entreabertos, apresentando um sorriso. Os olhos das máscaras femininas tinham pupilas quadradas, dando ar de doçura. Enfim, são detalhes que propiciam a gradação das expressões. O fabrico das máscaras requer grande habilidade e, hoje, apesar de haver muitos aprendizes, há pouquíssimos escultores que produzem para os grupos profissionais. Mesmo com tanta riqueza, a arte NÔ por pouco não foi extinta, já que ela esteve por muito tempo associada ao xogunato. Grupos isolados no Brasil ainda mantêm a tradição do Teatro Nô e suas máscaras.

 

As máscaras de Carnaval


A máscara não é específica do Carnaval. Tem origem religiosa, e ainda hoje, em África, por exemplo, conserva o sentido primordial: homem que envergue a máscara do crocodilo é o espírito do crocodilo - a máscara manifesta a divindade e transmite ao portador todo o seu poder.
As máscaras foram criadas pelos artistas das tribos e usadas em ritos religiosos. Essas máscaras não representavam faces normais, mas sim exageradas. Normalmente era de madeira, cobre ou marfim.

 

Estes aspectos foram-se esquecendo paulatinamente noutras culturas. Quando passa para o teatro, grego e romano, já o sagrado desapareceu e a identificação faz-se entre actor e personagem, ou entre máscara e personagem, que aliás são o mesmo vocábulo em latim: persona.



Em Veneza, no séc. XVIII, o uso da máscara tornou-se um hábito diário em homens, mulheres e crianças, ocultando o rosto com uma meia máscara que apenas cobria os olhos e o nariz. Foi precisa uma lei, a lei de Doge, para acabar com este hábito, porque a polícia tinha uma certa dificuldade em reconhecer os assassinos que constantemente matavam nas vielas da cidade. Os Venezianos passaram a usá-la durante o Carnaval que durava um mês e nas festas e jantares.

O Carnaval de Veneza era um momento mágico que envolvia toda a cidade, era a "transgressão" de todas as regras sociais e do estado, era satisfazer a necessidade típica dos homens de festejarem e beberem muito nas festas. Os mascarados viviam intensamente este período, saiam pelas ruas e nos bailes com capas e máscaras onde não se conheciam as pessoas, nem o sexo, nem a posição social.

A partir do séc. XIX, a máscara vai ser usada nos palanques das feiras e era vista como disfarce e enfeite, pretendendo desmascarar o homem.

As máscaras podem ser feitas em muitos materiais, tais como: cortiça, pasta de papel, folha de flandres, folha de alumínio, tecido, latas, caixas de cartão, fitas, etc.

As máscaras são tão antigas quanto a população humana. Tem-se conhecimento que a primeira máscara remonta por volta de 30.000 A.C.
Funções mágicas:  podem ser místicas, de cultos, crenças, raças e rituais. A máscara tem o misticismo de dar vazão a alegria, tristeza, revelar ou ocultar sentimentos. No Antigo Egito, eram colocadas nos rostos dos mortos para “ajudá-los na arriscada passagem à vida eterna”. Gregos e Romanos exibiam máscaras em cerimônias religiosas e na China eram usadas para afastar maus espíritos.

Os indígenas as usavam para incorporar entidades que curam, em cerimônias de casamento e danças de guerra. Na Itália ganharam conotações na “Commedia dell Arte” em personagem como Pierrot, Colombina, Pulcinella e Arlequim. O movimento inspirou o Carnaval de Veneza.
Em Veneza por volta do século XV, acontecia o primeiro “Ball Masquê”, que devido às divergências políticas, o uso da máscara era necessário para a sociedade, que na época estava em constantes conflitos políticos. Dos grandes bailes, teatros e o Carnaval de Rua, as máscaras em Veneza passaram a ser também peças decorativas, sendo uma das principais atividades econômicas e o souvenir característico da região.

Fonte: CD Livro Eletrônico – Ed. Didática Paulista
Coordenado: Sandro da Silva Pinto



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